Quando o assunto é luxo, Elon Musk já esteve ligado a propriedades de cair o queixo. Uma delas, porém, chama atenção não só pelo tamanho ou pela lista de ambientes sofisticados, mas também pela história que carrega há mais de um século. Estamos falando de Guignécourt, uma propriedade monumental em Hillsborough, na Califórnia, que pertenceu ao bilionário e parece saída de outro tempo!
Para se ter uma ideia da grandiosidade, o terreno tem aproximadamente 47 acres, o equivalente a cerca de 19 hectares. Na prática, estamos falando de uma área comparável a 27 gramados do Maracanã! A propriedade ainda reúne jardins, trilhas privativas, piscina, pavilhão e até um reservatório de água. E isso é só o lado de fora.
Segundo informações publicadas por veículos especializados em imóveis de luxo, como Mansion Global e Architectural Digest, a residência tem cerca de 1.500 metros quadrados de área construída. A casa foi anunciada com sete quartos e nove banheiros e meio, além de espaços pensados para receber convidados em grande estilo.
Entre os ambientes que mais impressionam está a biblioteca com paredes revestidas de couro e lareira. Um cenário daqueles que dispensam qualquer esforço para parecer sofisticado! A propriedade também conta com um grande salão de estar, sala de música, sala de jantar e um salão de baile.
E tem mais: de acordo com a descrição do imóvel divulgada durante sua comercialização, a sala de jantar e a sala de música podiam ser integradas para formar um espaço ainda maior, ideal para eventos. A cozinha gourmet tinha uma área preparada para receber um chef particular, enquanto os jardins davam acesso à piscina e ao pavilhão.
A estrutura externa também não era modesta: havia garagem para três carros e uma área coberta com espaço para outros oito veículos. A vista para a baía de San Francisco e para o horizonte da cidade completava o cenário.
Em 2021, a Mansion Global também destacou algumas atualizações de infraestrutura da propriedade, como cabeamento de fibra óptica sob a entrada de veículos, sistema de segurança e som interno.
Mas Guignécourt não começou a chamar atenção quando entrou para o patrimônio de Elon Musk. A história da propriedade remonta ao início do século XX e está ligada à família de Guigné, de origem aristocrática francesa.
A mansão foi construída em 1912 para Christian de Guigné, um nobre francês que se estabeleceu na Califórnia. Ele se casou com Mary Katherine Parrott, herdeira de uma família ligada à história econômica da região. O projeto arquitetônico ficou a cargo do escritório Bliss & Faville, formado pelos arquitetos Walter Danforth Bliss e William Baker Faville.
O passado da família também se conectava a negócios importantes. Christian de Guigné esteve associado à fundação da Stauffer Chemical Company e da Leslie Salt, empresas que fizeram parte da trajetória econômica da região de San Francisco.
A propriedade permaneceu com a família por gerações, atravessando décadas antes de chegar ao mercado imobiliário. Em 2013, chegou a ser anunciada por impressionantes US$ 100 milhões. O valor pedido foi reduzido nos anos seguintes, até que Elon Musk entrou na história.
Musk comprou Guignécourt em 2017 por US$ 23.364.000, aproximadamente US$ 23,4 milhões, segundo informações reunidas pela Mansion Global e por registros imobiliários citados pela imprensa americana.
Anos depois, o empresário decidiu se desfazer da propriedade. Em maio de 2020, ele publicou no X, antigo Twitter, que estava vendendo quase todos os seus bens físicos e que não teria mais casa. Ao ser questionado sobre o motivo, respondeu: “Liberdade”.
Em junho de 2021, voltou a falar sobre o imóvel e o chamou de sua última casa na região da baía de San Francisco. Na ocasião, afirmou que queria encontrar uma família grande para viver ali e descreveu a propriedade como um lugar especial.
A declaração mais curiosa veio quando Musk explicou a função que a mansão tinha para ele: era sua “casa de eventos” na região. Portanto, embora o empresário tenha sido dono do imóvel, não há confirmação de que aquela fosse sua residência principal.
A venda também teve alguns capítulos. Primeiro, a propriedade foi anunciada por US$ 37,5 milhões. Depois, o preço caiu para US$ 31,99 milhões, conforme noticiou a Mansion Global. Em dezembro de 2021, a publicação informou que a negociação havia sido concluída por US$ 30 milhões.
Na comparação simples entre compra e venda, a diferença foi de aproximadamente US$ 6,6 milhões.
A venda de Guignécourt fez parte de uma mudança que Musk anunciou publicamente em 2020. Naquele período, o empresário afirmou que pretendia se desfazer de grande parte de seus bens materiais, incluindo imóveis.
Em entrevistas, Musk também já falou sobre a sensação de que possuir muitos bens pode representar um peso. Em conversa com Joe Rogan, em 2020, comentou que as posses materiais poderiam acabar limitando sua liberdade.